Midazolam
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Indicações de Uso
Benzodiazepínico hipnótico de última geração em solução injetável estéril pronta para uso em equinos, cães e gatos. Midalozam: 0,5 g. Excipientes q.s.p.: 100 ml. AÇÃO O midazolam é um agente derivado do grupo das benzodiazepinas de última geração, que pode ser utilizado como ansiolítico, tranquilizante, sedativo, hipnótico, anticonvulsivante e relaxante muscular. O midazolam é duas vezes mais potente que o diazepam e sua toxicidade é reduzida pela metade. O midazolam possui características únicas de solubilidade: é hidrossolúvel em sua forma de formulação original e lipossolúvel no pH corporal, o que lhe confere rapidez de ação após a injeção. O midazolam é uma benzodiazepina hipnótica de ação rápida; seu efeito dura de 2 a 4 horas, o que facilita o manejo do medicamento e o controle de seu efeito. Proporciona um tempo de indução à anestesia mais curto, permitindo reduzir as doses dos agentes indutores e de manutenção (halotano). O midazolam proporciona ao paciente um despertar tranquilo e lúcido. Bioatividade: o midazolam atua seletivamente sobre as vias neuronais polissinápticas mediadas pelo GABA (ácido gama-aminobutírico) ou pela glicina. O midazolam exerce sua ação em todo o sistema nervoso central e, quase que exclusivamente, sua ação inibitória é pré-sináptica. Essa ação inibitória pré-sináptica tem a mesma potência que a do diazepam, mas a eficácia do midazolam é, como já dissemos, muito maior. O midazolam atua principalmente sobre o SARA (sistema reticular ascendente), e sua ação sobre esse centro é responsável por seus efeitos ansiolíticos, tranquilizantes, hipnóticos e sedativos. O efeito hipnótico do midazolam é causado pela depressão dos centros corticais, e o relaxamento muscular deve-se principalmente à depressão que o midazolam provoca nos centros motores espinhais. Farmacocinética: Após a injeção intramuscular, o midazolam é rapidamente e quase completamente absorvido (91%). Embora não existam produtos para administração oral que contenham a droga, o midazolam é bem absorvido após sua administração oral; porém, devido ao seu rápido efeito de primeira passagem, sua biodisponibilidade varia entre 31% e 72%. O tempo de latência após a administração intravenosa é muito rápido devido à alta lipofilidade do agente. O medicamento apresenta alta afinidade pelas proteínas plasmáticas (94% a 97%) e atravessa rapidamente a barreira hematoencefálica. O midazolam é metabolizado no fígado, principalmente por oxidação microssomal. Seu metabólito ativo possui meia-vida muito curta e baixa atividade farmacológica; portanto, não produz efeitos clínicos. A meia-vida e a duração da atividade do midazolam são consideravelmente mais curtas do que as do diazepam. INDICAÇÕES Seu uso é indicado isoladamente ou em combinação com analgésicos, parasimpaticolíticos e agentes anestésicos, de acordo com diferentes protocolos. O midazolam exerce uma ação sedativa e hipnótica muito rápida, intensa e breve. Possui, além disso, propriedades ansiolíticas, anticonvulsivantes, tranquilizantes e miorrelaxantes. Como parte da medicação pré-anestésica, pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com analgésicos, anticolinérgicos (atropina), etc. Para procedimentos diagnósticos e cirúrgicos menores: pode ser combinado com cetamina ou xilazina. Como indutor de anestesia em pacientes normais e em pacientes críticos: combinado com cetamina, tiopental, propofol etc. Para cirurgia menor em felinos: combinado com acepromacina ou cetamina. Em cães com cardiopatias. Cirurgia torácica em cães. Cirurgia intraocular em equinos. Contraturas musculares: em pacientes com síndrome simpática pós-traumática, em pacientes com síndrome dolorosa por discopatias. Se compararmos o midazolam com agentes de indução tiobarbitúricos (tiopental), o midazolam exerce um efeito depressor cardiopulmonar menor, é hidrossolúvel, pode ser misturado com outros agentes e não tende a se acumular no organismo após doses repetidas. CONTRAINDICAÇÕES E ADVERTÊNCIAS Não administrar em pacientes com histórico de hipersensibilidade ao medicamento, insuficiência hepática grave, insuficiência renal grave, em mulheres grávidas e em pacientes debilitados ou idosos. Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva podem eliminar o medicamento mais lentamente. O midazolam pode ser administrado com precaução em pacientes em coma, em choque ou com depressão respiratória significativa. Recomenda-se estabelecer um jejum de alimentos sólidos e líquidos de 12 horas antes da administração de anestésicos gerais, podendo-se, no verão, reduzir o tempo de jejum de líquidos para 6 horas. Vale ressaltar que, em algumas espécies, o jejum pode causar efeitos adversos. Alguns mamíferos, aves e recém-nascidos podem apresentar hipoglicemia após poucas horas de jejum, e a mobilização das reservas de glicogênio pode alterar os parâmetros do metabolismo e a depuração dos medicamentos. Este último é um fator importante em ruminantes. Em contrapartida, a alimentação em cães antes da indução aumenta a taxa metabólica por mais de 18 horas. A indução da anestesia em um animal com o estômago cheio deve ser evitada, se possível, devido aos riscos de aspiração. Interações farmacológicas: O midazolam pode potencializar o efeito depressor central quando administrado simultaneamente com antipsicóticos, hipnóticos, ansiolíticos, antidepressivos, analgésicos, narcóticos, antiepilépticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Existe uma interação potencialmente significativa entre o midazolam e os compostos que inibem certas enzimas hepáticas (em particular o citocromo P 450 III A). As experiências indicam claramente que esses compostos alteram a farmacocinética do midazolam e podem induzir uma sedação prolongada. Essa reação já foi observada, até o momento, com cimetidina, eritromicina, verapamil, cetoconazol e itraconazol. Portanto, os pacientes que recebem os compostos citados e outros que inibem o P 450 III A juntamente com o midazolam devem ser cuidadosamente monitorados durante as primeiras horas após a administração do midazolam (estudos demonstraram que a ranitidina não influencia a farmacocinética do midazolam por via parenteral). Em um estudo in vitro, diversas substâncias (entre outras, ciclosporina, amiodarona e neurolépticos) inibiram a hidroxilação do midazolam, o que indica que, teoricamente, são possíveis interações com muitos medicamentos. O midazolam potencia o efeito dos barbitúricos e neurolépticos, da fenitoína e do fenobarbital. Quando o midazolam em ampolas é administrado em associação com analgésicos potentes, estes últimos devem ser administrados inicialmente, uma vez que a dose do midazolam, em função de seus efeitos sedativos, poderá ser ajustada com maior segurança em relação à sedação provocada pelo analgésico utilizado. Precauções: As ampolas de midazolam devem ser utilizadas somente se houver dispositivos adequados de reanimação disponíveis. Verifique se o sistema de inviolabilidade do produto e suas condições de armazenamento antes do uso estão adequados. As doses e advertências sugeridas em todos os casos ficam a critério do médico veterinário responsável. Conservar o produto entre 5 e 30 °C, protegido da luz solar direta, em local seco e higiênico. Descartar os resíduos da administração e os materiais descartáveis em recipientes para resíduos patogênicos. Não ingerir. Manter fora do alcance das crianças. Venda exclusiva mediante receita médica a médicos veterinários registrados. EFEITOS COLATERAIS A distensão do rúmen em pequenos e grandes ruminantes prejudica a ventilação normal, com a consequente hipoxemia e hipercapnia. O midazolam causa depressão respiratória; a gravidade dessa depressão depende da velocidade de administração, que nunca deve ser inferior a 30 segundos; caso contrário, observar-se-á um fenômeno de apneia. DOSAGEM Dose máxima sugerida de midazolam: até 1 mg/kg. Dose hipnótica: em todas as espécies, para obter um efeito hipnótico, as doses sugeridas anteriormente devem ser duplicadas. Ao contrário do diazepam, sua administração intramuscular é muito bem tolerada, assim como sua resposta. Nessas doses e utilizando o midazolam como pré-medicação anestésica, a dose dos agentes indutores (barbitúricos) deve ser reduzida em até 50% da dose calculada sem pré-medicação para esses agentes. Procedimentos diagnósticos e cirúrgicos menores: Indução da anestesia: Esses protocolos podem ser complementados com anestesia local por infiltração para procedimentos cirúrgicos menores ou com anestesia epidural ou regional. Midazolam/Cetamina: Midazolam 0,28 mg/kg por via intravenosa, equivalente a 0,056 ml/kg + Cetamina 5,6 mg/kg por via intravenosa. Midazolam/tiopental: Midazolam 0,28 mg/kg por via intravenosa, equivalente a 0,056 ml/kg + tiopental 3 a 8 mg/kg por via intravenosa. Midazolam/Propofol: Midazolam 0,28 mg/kg por via intravenosa, equivalente a 0,056 ml/kg + Propofol 2 mg/kg por via intravenosa lenta. Administrar doses suplementares de propofol de 0,5 mg/kg a cada 60 segundos até o desaparecimento do reflexo palpebral. Para cirurgia ambulatorial em: Felinos: Protocolo A: Acepromacina 0,01 mg/kg, Midazolam 1 mg/kg (0,2 ml/kg), Cetamina 20 mg/kg, Fentanil 0,02 mg/kg, por via intramuscular. Latência: 4,5 ± 0,7 min. Analgesia: 50 ± 6 min. Movimentos da cabeça: 54 ± 9 min. Recuperação: 83 ± 13 min. Protocolo B: Acepromacina 0,01 mg/kg, midazolam 1 mg/kg (0,2 ml/kg), cetamina 20 mg/kg, por via intramuscular. Latência: 4 ± 1 min. Analgesia: 54 ± 12 min. Movimentos da cabeça: 57 ± 9 min. Recuperação: 85 ± 18 min. Em cães com cardiopatia: Cardiomiopatia hipertrófica: Pré-medicação: Midazolam 0,1 mg/kg (0,02 ml/kg), Nalbufina 0,4 mg/kg, por via intramuscular. Indução: tiopental 3 a 8 mg/kg por via intravenosa ou propofol 1 a 2 mg/kg por via intravenosa, com doses suplementares de 0,5 mg/kg a cada 60 segundos. Manutenção: Halotano + oxigênio. Cardiomiopatia dilatada: Pré-medicação: Midazolam 0,1 mg/kg por via intramuscular (0,02 ml/kg). Indução: Tiopental 3 a 8 mg/kg por via intravenosa ou Propofol 1 a 2 mg/kg por via intravenosa com doses suplementares de 0,5 mg/kg a cada 60 segundos. Manutenção: Halotano 0,5 a 1,5 % + oxigênio. Para infusão contínua: Para cirurgia torácica em cães: Midazolam 0,55 µg/kg/min + fentanil 0,7 µg/kg/min. Para cirurgia intraocular em equinos: Pré-medicação: Romifidina 0,08 mg/kg por via endovenosa. Indução: Éter glicerilguaiacolato 100 mg/kg + midazolam 0,1 mg/kg + cetamina 1 mg/kg, por via intravenosa. Manutenção: Halotano + oxigênio. Com esse protocolo, não se observam aumentos da pressão intraocular. Contracturas musculares: Em pacientes com síndrome simpática pós-traumática. Em pacientes com síndromes dolorosas decorrentes de discopatias. Pode-se utilizar midazolam por via intramuscular combinado com AINEs (aspirina, fenilbutazona, meloxicam, megluminato de flumixina, etc.). O intervalo de administração para tratamentos repetidos nas espécies indicadas é de 2 a 4 horas. OBSERVAÇÕES: Podem ser utilizados diferentes protocolos anestésicos, combinando diferentes medicamentos e ajustando as doses de acordo com o caso.
Ficha técnica
Especificações e detalhes gerais do produto
Laboratório
Richmond
Categorias
Anestésicos
Certificado GMP
Não especificado
Doping
Negativo / Livre de doping